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Ementa:
Saúde da Gestante, da Criança e do Adolescente na Atenção Básica
Aspectos psíquicos da perinatalidade
Saúde Mental na infância e na adolescência
Alimentação e gestação
Amamentação e alimentação complementar
Alimentação e adolescência
Programa: O estágio propõe a formação de psicólogos e nutricionistas para o cuidado integral à gestante, à criança e ao adolescente no âmbito da Atenção Básica do SUS. Parte-se de uma concepção ampliada de saúde, que reconhece a indissociabilidade entre aspectos orgânicos, psíquicos e os contextos socioeconômico e cultural.
A partir de uma perspectiva interdisciplinar, o estágio articula o campo da saúde coletiva com a dimensão psicossocial do cuidado, tomando a escuta qualificada como eixo central da intervenção. A alimentação, enquanto dimensão fundamental da saúde, será abordada para além de seus aspectos nutricionais, considerando seus sentidos simbólicos, culturais, afetivos e as condições materiais que atravessam as práticas alimentares, reconhecendo seu papel nos determinantes sociais da saúde e na promoção do cuidado integral, especialmente nos ciclos de vida da gestante, da criança e do adolescente. O referencial psicanalítico, por sua vez, sustenta a compreensão dos processos subjetivos envolvidos nos diferentes ciclos da vida e nas relações entre saúde mental, desenvolvimento e cuidado em saúde. Além disso, o estágio visa fortalecer a formação em serviço e a atuação interprofissional, contribuindo para o aprimoramento de práticas clínicas e de promoção da saúde no território, em consonância com as diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica e da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde.
As atividades práticas referentes à presente proposta serão desenvolvidas nos espaços do Centro de Saúde Escola Geraldo de Paula Souza (CSEGPS) e no seu território adscrito. O CSEGPS é uma unidade vinculada à Faculdade de Saúde Pública e responsável pela atenção primária à saúde (APS) na Zona Oeste do município de São Paulo. Está localizada no bairro no bairro Sumaré e atende uma população residente de cerca de 100 mil habitantes, além dos trabalhadores do território e estudantes das escolas públicas da sua área de abrangência. Nesse cenário estão previstas as seguintes atividades práticas:
Atendimentos em grupo, no contexto da APS, tanto específicos de cada área (Nutrição e Psicologia), mas também compartilhado entre os profissionais. Esses atendimentos são decorrentes de demandas identificadas entre a população assistida pelo CSEGPS, como grupo de acolhimento de gestantes, grupo apoio à amamentação, grupo para avaliação do desenvolvimento na primeira infância, grupo de orientação da introdução alimentar, grupo de apoio ao puerpério;
Ações educativas voltadas à promoção da saúde, como trabalhos em sala de espera e em campanhas temáticas (Outubro Rosa, Agosto Dourado, Semana do Brincar…), que podem ser feitas em conjunto com profissionais de outras áreas do CSEGPS e, inclusive, com outros setores (escolas, assistência social, etc);
Acompanhamento de casos clínicos, no formato de atendimentos individualizados, compartilhados ou não com profissionais de outras áreas, para atenção à demandas mais específicas trazidas pela equipe do CSEGPS ou de profissionais de serviços do território, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Centros Especializados em Reabilitação (CER);
Participação em reuniões de equipe das áreas de pré-natal e da saúde da criança e do adolescente, que acontecem sistematicamente para organização da assistência, discussão de casos, matriciamento e planejamento de ações;
Realização de visitas domiciliares, por solicitações externas, como aquelas vindas da Supervisão de Saúde, mas também a partir de avaliação de necessidade da equipe, como casos de indivíduos em maior vulnerabilidade social com dificuldade de vinculação ao serviço, ou com condições de saúde que dificultem a vinda ao serviço de saúde;
Contribuição com a articulação com as redes municipais e estaduais de atenção à saúde, assistência social e educação, incluindo CAPS, CER e escolas de Educação Infantil e Ensinos Fundamental e Médio);
Em específico ao trabalho junto às escolas do território, integração à equipe que atua no Programa Saúde da Escola (PSE), para pactuação, realização e avaliação de ações especialmente relacionadas aos eixos de (1) prevenção ao uso de álcool, tabaco, crack e outras drogas, (2) promoção da cultura da paz, cidadania e direitos humanos, (3) promoção da segurança alimentar e nutricional e da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil e (4) saúde mental.
Realização de ações de vigilância em saúde e, especificamente à área da nutrição, de vigilância nutricional, como a utilização de marcadores de consumo alimentar e avaliação antropométrica.
Referências bibliográficas:
BRASIL. Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. Brasília: MS, 2012.
Conflito: a mulher e a mãe (Elisabeth Badinter)
Palavras para nascer (Myrian Szejer)
A radicalidade da ética (psicanalítica) de Françoise Dolto. Pires, L. – Volume Laço – Coleção Parentalidade e Psicanálise
FONSECA, Cláudia. “Mãe é uma só? Reflexões em torno de alguns casos brasileiros”. Psicologia USP, São Paulo, v. 3, n. 2, p. 49-68, 2002
"A abordagem psicanalítica do desenvolvimento infantil e suas vicissitudes” Bernardino, Leda.
Ministério da Saúde (BR). Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança – Portaria GM/MS nº 1130, de 5 de agosto de 2015
Guia alimentar para crianças brasileiras menores de dois anos (Ministério da Saúde)
CERVATO‑MANCUSO, Ana Maria; CAESAR DE ANDRADE, Samantha; LAUDELINO VIEIRA, Viviane. Alimentação e nutrição para o cuidado multiprofissional. Barueri: Manole, 1. ed., 2020. 640 p. ISBN 978‑65‑5576‑182‑5
Norma brasileira de comercialização de alimentos para lactentes,crianças da primeira infância, bicos, chupetas e mamadeiras. Para conhecer a lei. Um guia prático para todos. Disponível em : https://www.ibfan.org.br/wp-content/uploads/2022/05/CARTILHA-NBCAL-Para-conhecer-a-lei-17-MAI-22.pdf
BRASIL. Decreto nº 6.286, de 5 de dezembro de 2007. Institui o Programa Saúde na Escola – PSE.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. |