134096 - CURSO: Conversa ao pé do fogão: uma vivência da culinária cotidiana brasileira como forma de resgate e valorização das tradições afro-ameríndias. (Subsede: FEUSP Faculdade de Educação - Campus Butantã) |
Período da turma: | 14/07/2025 a 16/07/2025
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Descrição: | Metodologia:
Realizaremos uma vivência na cozinha da unidade. Os participantes serão convidados a se apresentarem a partir de uma frase, ditado popular, trocadilho ou anexim familiar de sua escolha. Em seguida, todos serão convidados a preparar o lanche vespertino, que incluirá tapiocas, cuscuz e café, utilizando livremente o espaço e os utensílios da cozinha da escola e os ingredientes disponibilizados pelo mediador (goma de tapioca, queijo de coalho, manteiga, leite, leite condensado, açúcar, pó de café e flocos de milho). Os participantes se organizam em grupos conforme o item a ser preparado e, durante o processo, incentiva-se a troca de histórias familiares acerca do ato de cozinhar, em especial daqueles alimentos: “Você se lembra de como aprendeu a fazer tapioca?”, “Quem ensinou você a fazer cuscuz?”, “O café de hoje tem o mesmo cheiro que o café de antigamente?”, “Os ingredientes eram os mesmos?”, entre outros estímulos. Todas as pessoas assinarão termo de consentimento para participação da presente pesquisa e também para uso de sua imagem. Cronograma da atividade: Início dos trabalhos: - Apresentação I (20 min): Todos em roda para compartilhar "Quem sou eu, de onde venho" e um dito popular ou "frase de vó". - Apresentação II (10 min): O percurso da pesquisa, formação e itinerário pessoal. Proposta de trabalho para o dia: - Engendramento dos trabalhos, feitura das tapiocas e do café, e começo da comunhão (45 min): Estabelecer voluntários para as tarefas, mobilizar o máximo possível de pessoas e suscitar lideranças. Durante a feitura, perguntar como aprenderam a cozinhar, que histórias ouviam, o que gostavam de fazer na cozinha, enfim, mobilizar a troca de experiências de tradição oral. Perguntar sobre a preparação das refeições, quem ajudava, receitas especiais, afetivas, memórias, sabores, cheiros, e tentar obter o máximo possível de histórias. - Comer e resgatar (45 min): Enquanto comemos, discutir o papel desse espaço na formação do indivíduo em termos de identidade, memória, etnia e religiosidade. Questões a abordar incluem culturas ágrafas na transmissão com suporte escrito, o papel dos antepassados na transmissão de saberes, a ilusão do purismo, tradição e sua reinterpretação a cada geração, e o papel da religião nessa história. Despedida e perguntas (30 min): - Discutir que espaço tomou o lugar da cozinha, como resgatar essa "formação" doméstica, pertença étnica, cultural, religiosa, e o relato histórico escolar. Abordar a história da África e dos povos nativos como realidades distantes e desconstruir a miscigenação. Ressaltar que, mais do que qualquer aspecto ou tradição, a oralidade como forma de transmissão de saber é um patrimônio relevante a ser preservado. Bibliografia: BOAL, Augusto. 100 exercícios e jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993. BOAL, Augusto. O teatro do oprimido e outras poéticas políticas. 6. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991 BRASIL. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. BRASIL. Lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura AfroBrasileira", e dá outras providências. BRASIL. Lei 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. CAMPBELL, Joseph. O poder do mito. São Paulo: Palas Athena, 1990. DAMATTA, Roberto. A Casa & a Rua. 5. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 1997. ELIADE, Mircea. O mito do eterno retorno. São Paulo: Mercuryo, 1992. ELIADE, Mircea. O sagrado e o profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992. FREYRE, Gilberto. Açúcar: uma sociologia do doce, com receitas de bolos e doces do Nordeste do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. HUIZINGA, Johan. Homo ludens. São Paulo: Perspectiva, 1996. NINA RODRIGUES, Raymundo. Os africanos no Brasil. São Paulo: Madras, 2008. PACHECO, Lilian. Pedagogia Griô: a reinvenção da roda da vida. 2. ed. Lençóis: Grãos de Luz/Griô, 2006. RAMOS, Arthur. O negro brasileiro: etnografia religiosa e psicanálise. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1934. SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 1987. SPOLIN, Viola. O jogo teatral no livro do diretor. São Paulo: Perspectiva, 1999. VAINFAS, Ronaldo. A Heresia dos índios, catolicismo e rebeldia no Brasil colonial. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. |
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Carga Horária: |
30 horas |
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Tipo: | Optativa | ||||
Vagas oferecidas: | 40 | ||||
Ministrantes: |
Luciano Ferreira Alves |
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