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Os conteúdos abordados pelo curso estão descritos a seguir:
Filosofia da Ciência
• Afirmações sobre o mundo, ciência e conhecimento;
• Componentes da estrutura lógica: premissas, hipóteses, conclusões, teste, critério, suporte e evidência;
• Lógica indutiva e dedutiva;
• Comparação entre as lógicas e suas implicações;
• Metodologia científica: experimentação, ciências descritivas, causa passada/histórica;
• Popper e o critério de falseabilidade;
• T. Kuhn: paradigmas científicos, revolução científica e ciência normal; Verdade em ciências.
Metodologia Científica
• Natureza do conhecimento científico;
• Contextualização social, tecnológica e ambiental das ciências;
• Linguagem científica;
• Elaboração de uma sequência didática/projeto de pesquisa em ensino de ciências.
Processos Evolutivos
• Ancestralidade comum;
• O que gera a diversidade e a especiação;
• Conceitos e objetivos da sistemática (descrição e ordem da diversidade);
• Conceitos de evolução, micro e macroevolução.
Introdução a Taxonomia e Sistemática Filogenética
• Diferença entre Sistemática e Taxonomia;
• Introdução a taxonomia e classificação;
• Taxonomia moderna e Coleções Zoológicas (objetivos, importância e exemplos);
• Espécie tipo (conceitos e importância) e conceitos de espécie;
• Conceitos de filogenética e cladograma - Árvores filogenéticas.
Fundamentos de Biologia Molecular
• Estrutura de ácidos nucleicos, estrutura de genes e genomas;
• Marcadores moleculares;
• Aplicações dos marcadores moleculares no estudo da biodiversidade;
• Métodos de Purificação de ácidos nucleicos;
• Análise qualitativa e quantitativa de ácidos nucleicos;
• Bancos de dados de dados genéticos;
• Biologia Molecular aplicada à Zoologia.
Comportamento Animal
• Conceitos e objetivos da etologia;
• Histórico do estudo do comportamento animal;
• Como mensurar o comportamento;
• O uso de comportamento na sistemática: como inferir homologia em comportamento.
Paleontologia e Eras Geológicas
• Eras geológicas;
• Objetivos da paleontologia;
• Conceitos da geologia para estudo de fósseis;
• Datação;
• Eventos geológicos e paleontológicos;
• Integração e uso dos dados geológicos e paleontológicos em taxonomia e sistemática.
História e Conceitos de Biogeografia Histórica
• Objetivos e conceitos da biogeografia;
• História da biogeografia (paradigmas, escolas, autores e hipóteses);
• Métodos que caíram em desuso;
• Biogeografia Continental e Marinha;
• Exemplos de biogeografia dos diversos grupos;
• Obstáculos da biogeografia (dados duvidosos, falta de cladogramas).
Estratégias metodológicas:
Aulas expositivo-dialogadas, palestras, mesas redondas, minicursos de diversidade, técnicas e práticas em zoologia e ensino, elaboração de sequências didáticas/projetos de pesquisa, debates, estudos de caso, mídias e jogos no ensino de zoologia, entre outras.
ALMEIDA, E. A. B.; CARVALHO, C. J. B. (eds). 2011. Biogeografia da América do Sul: padrões &
processos. São Paulo, Roca. 320p. Escrito por 26 autores o livro trata de forma completa e direta tudo o que existe de atual sobre a história e os conceitos da Biogeografia. Apresenta todas as proposições de mudanças metodológicas e a consolidação de conceitos, baseado em conceitos conhecidos e muito estudados, amplo e atual.
AMORIM, D.S. 1997. Elementos básicos de sistemática filogenética (2a edição revista e ampliada). São Paulo, Holos Editora e Sociedade Brasileira de Entomologia. 276p.Trata-se do único livro em português que aborda de modo amplo os aspectos teóricos e práticos da análise filogenética.
AZEVEDO, N. M.; ABIB, M. L. V. S. Pesquisa-ação e a elaboração de saberes docentes em ciências.
Investigações em Ensino de Ciências (Online), v. 18, p. 55, 2013. O artigo traz uma reflexão sobre a contribuição de um processo formativo de professores baseado em na metodologia da pesquisa-ação para a construção do saber docente de ciências.
CARVALHO, A. M. P.(Org.). Ensino de Ciências por Investigação. 1. ed. São Paulo: CengageLlearning,
2013. v. 1. 151p. Livro traz reflexões sobre aspectos do ensino-aprendizagem de ciências por investigação, procurando fortalecer a prática e o conhecimento teórico de professores de ciências. O livro aborda resultados de pesquisas científicas da área e dados extraídos do cotidiano escolar.
CARVALHO, L. M. O.; CARVALHO, W. L. P. Formação de Professores e Questões Sociocientíficas no
Ensino de Ciências. São Paulo: Escrituras Editora, 2012. 399p. Livro reuni uma série de estudos científicos de mestrado e doutorado que trazem reflexões e interpretações sobre a prática de professores pesquisadores sobre a interface entre a formação de professores e as questões sociocientíficas. Os aportes teóricos que orientam todas as pesquisas apresentadas são: Paulo Freire, Pierre Bourdieu, Theodor Adorno e Jürgen Habermas.
DELIZOICOY, D.; ANGOTTI, J. A. B. Metodologia do ensino de ciências. São Paulo: Cortez, 1991. Livro
apresenta o objetivo de discutir uma proposta de renovação do ensino de ciências, apresentando aspectos teóricos e práticos da formação de professores. Nessa publicação são abordados os seguintes assuntos: natureza da investigação científica, bases das ciências destinadas à aprendizagem, abordagem metodológica do ensino, entre outros aspectos.
HICKMAN Jr.; C. L.; ROBERTS, L. S.; KEEN, S. L.; EISENHOUR, D. J.; LARSON, A.; L’ANSON, H. 2003.
Princípios Integrados de Zoologia. Rio de Janeiro, Editora Guanabara Koogan. 15 ed. 976p. Princípios integrados de zoologia continua a ser um dos principais textos para introdução à zoologia, com uma ótima síntese sobre diversos aspectos de cada grupo animal. O livro incorpora atualizações sobre as informações sobre sistemática, filogenia, biologia evolutiva entre outras áreas do conhecimento de zoologia, bem como os assuntos clássicos da área como anatomia comparada e funcional, fisiologia e comportamento dos animais.
HILDEBRAND, M. 1995.Análise da estrutura dos vertebrados. São Paulo, Atheneu. 700p. Livro-texto com breve introdução sobre evolução e diversidade taxonômica dos vertebrados. O corpo principal do livro trata da anatomia dos vertebrados sob dois aspectos: (1) estudo comparativo dos sistemas de órgãos; (2) estudo funcional da estrutura dos vertebrados: análise das principais síndromes de adaptações morfológicas relacionadas com diferentes tipos de locomoção e alimentação nos vertebrados.
KRASILCHIK, M. Prática de ensino de biologia. São Paulo: EPU: Editora da Universidade de São Paulo, 4ª Edição, 2004. Livro acompanha o crescimento das pesquisas na área e a expansão dos estudos sobre
aprendizagem dos alunos. A proposta da autora é que por meio do ensino de biologia os alunos do ensino médio sejam capazes de construir um conhecimento crítico e contextualizado independentemente e incluir tais conteúdos da disciplina em sua vida diária.
KUHN, T. S. 2010. Estrutura das revoluções científicas. São Paulo, Editora Perspectiva. 264p. O estudo
detalhado de Kuhn oferece uma abordagem historiográfica e filosófica da natureza da Ciência, reinterpretando sua teoria e prática segundo a dinâmica de ideias e ações dos cientistas. A obra possui caráter decisivo e valioso ao integrar as mudanças sociais, culturais e políticas à prática científica. A ciência normal (conceito chave) é marcada por profundos avanços dentro de um paradigma que funciona como um quebra-cabeça onde os cientistas trabalham. Crises no paradigma, além de outros processos, podem levar à ruptura do paradigma e, consequentemente, à adoção de novos paradigmas. Esse processo, chamado de revolução científica, é detalhadamente explicado por Kuhn com base em exemplos da Física, Biologia, Química e Astronomia.
POPPER, K. 2013. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, Editora Cultrix. 454p. Em um contexto de
ruptura com o positivismo lógico que marcou o início do século XX, a obra de Popper busca estabelecer critérios lógicos que delimitem a ciência. Na tentativa de contrapor o indutivismo e esclarecer o papel da lógica dedutiva, o autor demonstra como processos hipotético-dedutivos definem a continuidade das ciências. Neste sentido, o critério de refutabilidade, amplamente trabalhado na obra, é o ponto chave na prática científica por meio da rejeição de hipótese uma vez que sua real confirmação é logicamente impossível. O avanço científico é assim, segundo Popper, fortemente dedutivo, onde conjecturas são criticamente testadas, rejeitadas e substituídas por novas.
SANTOS, C.D.M. & CALOR A.R. 2008. Using the logical basis of phylogenetics as the framework for
teaching biology. Papéis Avulsos de Zoologia 48(18),199-211. O artigo mostra a importância do ensino de biologia (Zoologia e Botânica) baseado em relações evolutivas de parentesco. Através do ensino de sistemática filogenética é possível ensinar a diversidade dos grupos animais e botânicos retomando os ancestrais hipotéticos nos diversos níveis filogenéticos demonstrando como suas características são compartilhadas na evolução dos grupos. |