| Descrição:
|
EMENTA
A promoção da saúde, assim como a prevenção, o diagnóstico e a intervenção nos distúrbios da comunicação em pacientes com síndromes genéticas e anomalias craniofaciais é mais eficiente e eficaz quando envolve interdisciplinaridade entre a fonoaudiologia e demais áreas da saúde e educação. Para que as intervenções tenham impacto positivo e custo-benefício otimizados é importante um treinamento especializado do fonoaudiólogo. Esta disciplina propõe oferecer ao residente a oportunidade de participar dos atendimentos fonoaudiológicos voltados para o gerenciamento dos distúrbios da comunicação nas fissuras labiopalatinas e disfunção velofaríngea, visando prevenção, diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação.
OBJETIVO
Desenvolver habilidades e competências para o gerenciamento dos distúrbios da comunicação nas fissuras labiopalatinas e disfunção velofaríngea com enfoque na prevenção, diagnóstico e reabilitação fonoaudiológica.
PROGRAMA DE ATIVIDADES
O programa de atividades clínicas para gerenciamento dos distúrbios da comunicação envolverá atividades na Seção de Fonoaudiologia e, quando pertinente, em demais setores do HRAC-USP onde o fonoaudiólogo atua, tendo enfoque na documentação e gerenciamento da comunicação (desenvolvimento e distúrbios). As atividades que serão realizadas pelos residentes incluem:
1. Avaliação de audição e fala em atendimento ambulatorial pré e pós palatoplastia primárias e secundárias (avaliação ambulatorial preventiva, de controle e pré e pós internações).
2. Avaliação de fala em atendimento ambulatorial pré e pós próteses de palato e obturadores faríngeos.
3. Documentação e análise da fala para estabelecimento de indicadores do resultado do gerenciamento da fissura e da disfunção velofaríngea.
4. Avaliação nasofaringoscópica e videofluoroscópica para o gerenciamento da disfunção velofaríngea e indicação da melhor conduta de tratamento (conduta cirúrgica, protética, fonoterapêutica ou aguardar evolução do caso).
5. Planejamento e implementação da terapia fonoaudiológica, incluindo atendimentos presenciais e telemonitoria e teleassistência fonoaudiológica.
6. Realização de orientação de pais e cuidadores sobre alimentação, fala e audição por meio da atuação na Fono-Preventiva.
7. Estudo de caso e preparo de relatórios fonoaudiológicos para profissionais que realizam o tratamento fonoaudiológico na cidade de procedência.
8. Discussão de casos clínicos com equipe interdisciplinar.
9. Participação em reuniões de estudos com apresentação e discussão de casos clínicos e temas de interesse na área, refletindo sobre a prática profissional do fonoaudiólogo em ambiente hospitalar.
10. Participação em atividades de elaboração de materiais multimídia para ensino e para orientação e treinamento de cuidadores.
11. Realização de atendimentos no Plantão Fonoaudiológico.
METODOLOGIA
Os residentes serão distribuídos nos vários setores do HRAC-USP onde são realizadas as atividades fonoaudiológicas e terão oportunidades para observar e executar o gerenciamento dos distúrbios da comunicação, incluindo: avaliação clínica da fala e audição; avaliação instrumental da fala e audição; discussão de casos para estabelecer o diagnóstico e definição da melhor conduta para o tratamento; realização do planejamento terapêutico para prevenção e reabilitação de distúrbios da comunicação; realização da fonoterapia (presencial e remota); participação em atividades de gerenciamento dos dados e documentação dos resultados do tratamento.
Recursos audiovisuais: multimídia e/ou ferramentas de tecnologia educacional (moodle: E-Disciplina / USP Extensão).
SISTEMA DE AVALIAÇÃO
Tanto o processo ensino-aprendizagem quanto o residente serão avaliados de forma interativa por meio de observações e discussões das práticas e interações entre o residente e seus preceptores, pacientes, familiares e demais profissionais do HRAC-USP. Esta disciplina clínica envolverá atividades práticas, observacionais, documentais, de pesquisa e em modalidade de telessaúde.
BIBLIOGRAFIA
FERNANDES, F. D. M.; MENDES, B. C. A.; NAVAS, A. L. P. G. P. (Org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2010. 864p.
FERREIRA, L. P.; LOPES, D. M. B.; LIMONGI, S. C. O. (Org.). Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2004. 1104p.
JESUS, M. S. V.; DI NINNO, C. Q. M. S. (Org.). Fissura labiopalatina: Fundamentos para a prática fonoaudiológica. São Paulo: Roca, 2009. 258p.
SILVA, H. J.; TESSITORE, A.; MOTTA, A. R.; CUNHA, D. A.; BERRETIN-FELIX, G.; MARCHESAN, I. Q. (Org.). Tratado de Motricidade Orofacial. 1ed. São José dos Campos-SP: Pulso Editorial, 2019. 848p.
TRINDADE, I. E. K.; SILVA FILHO, O. G. (Org.). Fissuras labiopalatinas: uma abordagem interdisciplinar. São Paulo: Editora Santos; 2007. 337p.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ACPA (2017). Parameters for evaluation and treatment of patients with cleft lip/palate or others craniofacial anomalies. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/1055665617739564. American Cleft Palate-Craniofacial Association (ACPA). Acesso em: 29 ago. 2022.
BZOCH, K. R. (Ed.) Communicative disorders related to cleft lip and palate. 5th.ed. Austin: Proed; 2004. 866p.
GOLDING-KUSHNER, K. J. Therapy techniques for cleft palate speech and related disorders. San Diego: Singular, 2001. 175p.
KUMMER, A W. Cleft palate and craniofacial anomalies: the effects on speech and resonance. Delmar Cengage Learning; 3rd edition; 2013. 768p.
KUMMER, A. W.; MARSHALL, J. L.; WILSON, M. M. Non-cleft causes of velopharyngeal dysfunction: Implications for treatment. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology. 2015;79:286-295.
PEGORARO-KROOK, M. I.; DUTKA-SOUZA, J. C. R.; MARINO, V. C. C. Nasoendoscopy of velopharynx before and during diagnostic therapy. J Appl Oral Sci. 2008;16(3):181-8.
PETERSON-FALZONE, S. J.; TROST-CARDAMONE, J.; KARNELL, M. P.; HARDIN-JONES, M. A. The clinician´s guide to treating cleft palate speech. St Louis: Mosby; 2016. 336p.
SCARMAGNANI, R. H.; BARBOSA, D. A.; FUKUSHIRO, A. P.; SALGADO, M. H.; TRINDADE, I. E. K.; YAMASHITA, R. P. Correlação entre o fechamento velofaríngeo, hipernasalidade, emissão de ar nasal e ronco nasal em indivíduos com fissura de palato reparada. CoDAS 2015;27(3):267-72. |