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Júpiter - Sistema de Gestão Acadêmica da Pró-Reitoria de Graduação
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Escola de Comunicações e Artes |
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Comunicações e Artes |
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Disciplina: CCA0320 - Educomunicação Socioambiental
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Socio-environmental Educomunication
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Créditos Aula: |
4
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Créditos Trabalho: |
0 |
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Carga Horária Total: |
60 h
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Tipo: |
Semestral
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Ativação: |
01/01/2024
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Desativação: |
31/12/2025
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Ementa |
As chamadas crises ambientais globais, que têm na emergência climática sua expressão mais eloquente, são marcadas pela interdependência e pela variabilidade dos fenômenos que as originam e as agravam. A todo momento esses “objetos cabeludos” nos lembram que passamos do mundo das certezas objetivas para o das probabilidades, cuja validade se assenta não mais na Verdade, mas na qualidade da informação e nas estratégias mais democráticas de resolução de problemas. É preciso lembrar que há uma relação intrínseca entre o aumento das desigualdades, a desregulamentação e o negacionismo climático. E que o enfrentamento a essa tríade perversa se dá no contexto da sociedade da informação, na qual a informação constitui matéria-prima estratégica e as novas tecnologias de informação e comunicação moldam as atividades humanas (mas não as determinam). Por isso, é cada vez mais urgente levarmos a sério o alerta de que precisamos superar tanto as concepções economicistas de desenvolvimento quanto a visão instrumental da comunicação. Uma estratégia metodológica fundamental para esta disciplina é a realização de viagens didáticas, aulas de campo e visitas técnicas, a fim de conhecer in loco políticas públicas concretas e suas interfaces existentes ou potenciais com a educomunicação. |
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Objetivos |
Produzir materiais didáticos digitais, multimídia (sonoro, visual e/ou audiovisual) sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS, em diálogo com a Agenda Municipal 2030 de São Paulo; ● Contribuir para a formação de formadores(as) no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e do Novo Regimento Climático; ● Discutir como a desinformação e o negacionismo climático estão ligados à desregulamentação e ao aumento das desigualdades; Debater as contribuições de uma abordagem dialógica da comunicação para a comunicação pública da ciência e a participação democrática; ● Apresentar boas práticas no âmbito da comunicação para engajamento e mobilização socioambiental e debater seus limites e desafios; ● Trabalhar a institucionalização do campo da educomunicação e as convergências epistemológicas com a educação ambiental crítica, analisando como elas se materializam em políticas públicas; ● Avançar na reflexão teórica sobre as convergências epistemológicas e empíricas dos campos da educação ambiental e da educomunicação, especialmente no que se refere a problemáticas chave como a tensão entre complexidade e redução, estratégia e tática, territorialização e virtualidade, limites e aceleração. |
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Conteúdo Programático |
1. O histórico dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o desafio de localização e comunicação da Agenda 2030; 2. A Agenda Municipal 2030 de São Paulo; 3. Discursos sobre desenvolvimento e sustentabilidade: análise e categorização dos discursos ambientais modernos; 4. Convergências epistemológicas e empíricas da educomunicação e da educação ambiental; 5. A relação entre o direito à comunicação e o direito ao meio ambiente; 6. Comunicação, meio ambiente e interseccionalidades; 7. Narrativas sobre a emergência climática: entre o Antropoceno e o Capitaloceno; 8. Perspectivas dialógicas para a comunicação pública das ciências; 9. Comunicação, meio ambiente e (des)aceleração; 10. Amazônia como laboratório de (r)existência. |
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Instrumentos e Critérios de Avaliação |
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Método de Avaliação |
As(os) estudantes são apresentadas(os) ao conteúdo da disciplina por meio do diálogo problematizador acerca dos textos de leitura obrigatória e de vídeos que trazem exemplos empíricos das teorias e práticas trabalhadas em cada aula. Entre um encontro e outro haverá exercícios individuais simples que auxiliam a aprendizagem. E, ao longo do curso, os(as) estudantes realizarão a produção de um material paradidático multimídia e/ou a realização de um projeto de intervenção, atendendo a uma demanda socioambiental concreta. Uma estratégia metodológica fundamental para esta disciplina é a realização de viagens didáticas, aulas de campo e visitas técnicas, a fim de conhecer in loco políticas públicas concretas e suas interfaces existentes ou potenciais com a educomunicação. |
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Critério de Avaliação |
Nota individual de 0 a 10, constituída da seguinte forma: ● Assiduidade e participação na aula (20%, 2 pontos); ● Elaboração individual de plano de atividade a partir de filme disponível na plataforma EcoFalante Play (30%, 3 pontos); ● Produção de material paradidático digital em grupos (50%, 5 pontos). Importante lembrar que, pelas regras da USP, para ser aprovado(a) na disciplina, é preciso ter pelo menos 75% de frequência (no máximo, 4 faltas) e 5 de nota final.
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Norma de Recuperação |
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Não se aplica. |
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Bibliografia Básica
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ACOSTA, Alberto. O bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Editoral Elefante, 2016. ASSUMPÇÃO, Maria Elena; BOCCHINI, Maria Otília. Para escrever bem. Barueri: Manole, 2006. BELMONT, Mariana. Racismo ambiental e emergências climáticas no Brasil. São Paulo: Instituto Peregum, 2023. BRIANEZI, Thaís; GATTÁS, Carmen. A educomunicação como comunicação para o desenvolvimento sustentável. Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, [S. l.], v. 21, n. 41, 2022. ps. 33-43 BRIANEZI, Thaís. A reportagem como ponte aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na escola. In: SOARES, I. O. et al. (Orgs.). Educomunicação e Educação Midiática nas Práticas Sociais e Tecnológicas pelos Direitos Humanos e Direitos da Terra. São Paulo: ABPEducom, 2023, v. 1, p. 941-958. BRIANEZI, Thaís. Zona Franca de Manaus: ame-a ou deixe-a em nome da floresta. Manaus: Editora Valer, 2018. BRIANEZI, Thaís. Os desafios de comunicação pública das ciências na mutação climática, Revista Matrizes, no prelo HAN, Byung-Chul. No enxame: perspectivas do digital. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018. LATOUR, Bruno. Onde aterrar? Como se orientar politicamente no Antropoceno. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. LOZOVEI, Jéssica Cristina. Estudo da Rede de Comunicadores Wayuri: espacialização e territorialidades construídas a partir da comunicação popular, Contra Corrente, nº 17, v. 2, 2021, p. 241-260.
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Bibliografia Complementar |
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ACOSTA, A. Pluriverso: dicionário do pós-desenvolvimento. São Paulo: Editora Elefante, 2021
ALVES, B. T.; VIANA, C. E. Interface entre Educomunicação e Educação Ambiental nas políticas públicas e em teses e dissertações brasileiras. In: COSTA et al (Orgs.). Imaginamundos: Interfaces entre educação ambiental e imagens. Macaé: Editora NUPEM, 2020. p. 108-136
BOURDIEU, P. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. São Paulo: Editora Unesp, 2004a.
BRIANEZI, T. S.; SORRENTINO, M.. Amazônias dos rios, rodovias e dos fluxos informacionais: demarcação de terras e de telas. PROBLÈMES D'AMÉRIQUE LATINE, v. N° 125, 2024, p. 53-61
BRIANEZI, T. S.; LIMA, C.; OLIVEIRA, E.; GATTÁS, C. A educomunicação socioambiental na Rede Municipal de Ensino de São Paulo: histórico e análise a partir das perspectivas socioambiental, territorial e democrática. Comunicação & Educação, v. 28, 2023, p. 196-211
BRIANEZI, T. S.; VIANA, C. E. Educomunicação, bem-viver e justiça climática: sinergias potencializadoras de outros mundos possíveis (e necessários). In: SILVA, D. K. M.; LAGO, C. (OrgS.). Educomunicação e outras epistemologis. 1ed.São Paulo: Editora Paulus, 2023, v. 1, p. 135-153.
BRIANEZI, T. Qual a relação entre a educação ambiental e o direito à comunicação?. In: SORRENTINO, M. et al (orgs.). Educação Ambiental e Políticas Públicas: conceitos, ferramentas e vivências Curitiba: Editora Appris, 2012,p. 141-150.
BRUM, E. Banzeiro Òkòtó - uma viagem à Amazônia Centro do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação. 8ª edição. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 1985.
FUNTOWICZ, S. e RAVETZ, J. R. La ciencia posnormal: ciencia con la gente. Barcelona : Icaria, 2002.
HAJER, M. The Politics of Environmental Discourse. Ecological modernization and the policy process. Oxford: Clarendon Press, 1995.
HAN, B. Sociedade do cansaço. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017a.
HAN, B.. Sociedade da Transparência. Petrópolis, RJ: Vozes, 2017b.
JACOBI, P. R. et al. Mudanças climáticas globais: a resposta da educação. Revista Brasileira de Educação, v. 16, n. 46, jan/abr, 2011, p. 135 – 148.
JACOBI, P.; MONTEIRO, Fernando; FERNANDES, M. L. B. Educação e sustentabilidade: caminhos e práticas para uma educação transformadora. São Paulo: Evoluir Cultural, 2009.
JONAS, H. O princípio da responsabilidade: ensaio de uma ética para civilização tecnológica. Rio de Janeiro: Contraponto: ED PUC RIO, 2006.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LATOUR, B. Políticas da natureza – como fazer ciência na democracia. São Paulo: Edusc, 2004.
LUIZ, T. C. e SATO, M. Educomunicação socioambiental no quilombo Mata Cavalo: narrativas e resistências de uma comunidade tradicional mato-grossense. Revista Comunicação & Educação, ano XXVII, nº 1, jan/jun 2022, ps. 61-72
MAMANI, F. H.. Vivir Bien / Bien Vivir: filosofia, políticas, estratégias y experiencias regionales. Instituto Internacional de Integración: La Paz, 2010
MORIN, E. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
ONU. Roteiro para a Localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Implementação e Acompanhamento no nível subnacional. Brasília: Organização das Nações Unidas, 2016.
PIRES, M. O. A trajetória do conceito de desenvolvimento sustentável na transição de paradigmas. In: BRAGA; SANTANA (Orgs.). Tristes cerrados – sociedade e biodiversidade. Brasília: Paralelo 15, 1998.
PREFEITURA DE SÃO PAULO. Como formular e implementar iniciativas públicas a partir da experimentação? O caso do Programa Municipal de Linguagem Simples. Caso 17 do Programa Copi Cola. São Paulo: (011).lab - Laboratório de Inovação em Governo, 2021.
SOARES, I. O. Meio Ambiente: Gestão Pública e Educomunicação. Comunicação & Educação, v. 17, 2012. p. 133-137
SORRENTINO et al. Educação ambiental e políticas públicas: conceitos, fundamentos e vivências. Curitiba: Appris, 2013.
SORRENTINO, M; JACOBI, P. (Orgs.). Diálogo e transição educadora para sociedades sustentáveis. São Paulo: IEE-USP : Editora Na Raiz, 2020.
TOTH, M.; MERTENS, F.; MAKIUCHI, M. F. R. Novos espaços de participação social no contexto do desenvolvimento sustentável: as contribuições da educomunicação. Revista Ambiente e Sociedade, vol.15, n.2, 2012. p. 113-132
TRAJBER, R. Pensar fora da caixa: transição sustentável e resiliente. In: RAYMUNDO, M. H. A. et al (Orgs.). Avaliação e monitoramento de políticas públicas de educação ambiental no Brasil: transição para sociedades sustentáveis. Piracicaba: MH-Ambiente Natural, 2019, P. 55 - 68
TRAJBER, R. Educomunicação para coletivos educadores. In: FERRARO JR, Luiz Antonio (Org.). Encontros e caminhos: formação de educadoras(es) ambientais e coletivos educadores. Brasília: MMA, 2005. p.149-158
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Docente(s) Responsável(eis) |
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2965550 - Thaís Brianezi Ng |
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