| 140664 - Cursos de verão da FFLCH 2026 - Antropologia, Juventudes e Educação |
| Período da turma: | 02/02/2026 a 11/02/2026
|
||||
|
|
|||||
| Descrição: | I. Primeiras definições: Antropologia, juventudes e educação
• O que é Antropologia? O que estuda? Como estuda? • Juventude como noção para políticas públicas • Juventude como conceito sociológico • Juventude como vista em teorias antropológicas • A construção social da juventude pela escola • Escola para quê? Produtividade ou ócio? • Escola como espaço sócio-cultural • O olhar antropológico para o “chão da escola” II. Que escola queremos? E qual escola é possível? • Desenvolvimento histórico do conceito de infância e juventude • O surgimento dos colégios e a segmentação das idades • Educação como projeto de democracia e mobilidade social • A escola conservadora: como a educação justifica as desigualdades sociais • A crise na educação ou o sucesso da forma escolar • Possibilidades para uma etnografia da escola • Redes de sociabilidade entre jovens e culturas escolares • Juventude e engajamento político e social • Sucesso e fracasso escolares: as influências da família III. Escola e marcadores sociais da diferença • Marcadores sociais da diferença a partir da experiência escolar • “Escola progressista”: quando a inclusão vira exclusão • O corpo nos corredores e nas salas de aula • Direito à juventude: quando é possível ser jovem? • A cor nos processos de identificação de jovens • Diversidade nas escolas e sistemas de opressão • Entrecruzamento das diferenças: articulando sexualidade, gênero e raça • Medicalização da educação • Sofrimento estudantil e saúde mental nas escolas IV. Escola e juventudes em disputa • Conservadorismos na escola • Emergência de categorias de orientação sexual e identidade de gênero • A reforma do ensino e os discursos neoliberais na educação • Direitos sexuais de jovens e adolescentes • Educação escolar indígena • Redes sociais e juventude • Pandemia de COVID-19 e o fechamento das escolas Referências bibliográficas: ALEGRIA, Paula. As quatro estações da primavera: ativismos de gênero e sexualidade no movimento de ocupações secundaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. ALEGRIA, Paula. “Lute como uma mina!”: Gênero, sexualidade e práticas políticas em ocupações de escolas públicas. In: Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos), Florianópolis, 2017. ALEGRIA, Paula. “Vai ter viado de beijando, sim!”: gênero, sexualidade e juventude entre alunos do movimento estudantil secundarista de uma escola pública federal do Rio de Janeiro. Teoria e Cultura, v. 13, n. 1, junho de 2018, p. 36-50. AQUINO, Julio Groppa. A indisciplina e a escola atual. R. Fac. Educ., São Paulo, v. 24, n. 2, p. 181-204, jul./dez. 1998. ARIÈS, Philippe. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Ed. Guanabara, Segunda edição, 1986. [Parte 2: A vida escolástica] ARENDT, Hannah. A crise na educação. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 221-247. 1a edição (Between past and future): 1961. BATESON, Gregory. Naven. São Paulo: Edusp, 2018. BORDIEU, Pierre. A juventude é só uma palavra. IN: Questões de sociologia. BOURDIEU, Pierre. 1983. A “juventude” é apenas uma palavra. In: BOURDIEU, Pierre: Questões de sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero. p. 112-121. BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio M. (Orgs.). Escritos de educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p. 39-64. BOURDIEU, Pierre. Reprodução cultural e reprodução social. In: _____. A economia das trocas simbólicas. São Paulo: Perspectiva, 1974. p. 295-336. BRAGA, José Ricardo Marques. “Se aqui é o inferno, eu sou a principal demônia!” Etnografando agências juvenis LGBT em contextos escolares de Fortaleza (CE). BULGARELLI, Lucas. “Das políticas de gênero e sexualidade às políticas anti-gênero e anti-sexualidade no Brasil”. In: FACCHINI, R.; FRANÇA, I. (Org.) Direitos em disputa: LGBT+, Campinas: Ed. da Unicamp, 2020, cap.15. CABRAL, C. S.; GUIMARAES, J.; KIMURA, N.; TEIXEIRA, A.; FRANCA JUNIOR, I.; BORGES, A. L. V. “A gente quer abraçar o amigo”: a pandemia de covid-19 entre adolescentes de baixa renda. REVISTA DE SAÚDE PÚBLICA (ONLINE), v.57, p.1 - 10, 2023. CANÁRIO, Rui. O que é a Escola? Um “olhar sociológico”. Portugal: Porto Editora, 2005, p. 59-88. CARRANO, Paulo Cesar Rodrigues. Redes sociais de internet numa escola de ensino médio: entre aprendizagens mútuas e conhecimentos escolares. PERSPECTIVA, Florianópolis, v. 35, n. 2, p. 95-421, abr./jun. 2017. CARRARA, Sérgio. Moralidades, racionalidades e políticas sexuais no Brasil contemporâneo. Mana, vol. 21, n. 2, p. 323-345, 2015. CARVALHO, Marília Pinto de. O fracasso escolar de meninos e meninas: articulações entre gênero e cor/raça. Cadernos Pagu, Campinas, n. 22, p. 247-290, Jun. 2004. CAVALLEIRO, Eliane dos Santos. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e discriminação na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2000. DAS, Veena. Aflição: Saúde, Doença, Pobreza. São Paulo: Editora Unifesp, 2023. DAYRELL, Juarez. A escola “faz” as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educ. Soc., Campinas, v. 2, n. 100 – Especial, p. 1105-1128, out. 2007. DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sócio-cultural. In: Dayrell, Juarez (org). Múltiplos Olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte, Editora da UFMG, 2001. p. 136-161. DAYRELL, Juarez. A música entra em cena: o rap e o funk na socialização da juventude em Belo Horizonte. São Paulo; 2001. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. DAYRELL, Juarez. O jovem como sujeito social. Revista Brasileira de Educação, n. 24, 2003, p. 40-52. DUBET, François. Quando o sociólogo quer saber o que é ser professor. Revista Brasileira de Educação, no 5-6, p. 222-231, maio-dez/1997. EVANS-PRITCHARD, E. E. Os Nuer. São Paulo: Perspectiva, 2013. FACCHINI, Regina; FRANÇA, Isadora Lins (org.) Direitos em Disputa: LGBTI+ - poder e diferença no Brasil contemporâneo. Campinas: Editora Unicamp, 2020. FIORELLI SILVA, I. L.; ALVES NETO, H. F. O processo de elaboração da base nacional comum curricular (bncc) no brasil e a sociologia (2014 a 2018). Revista Espaço do Currículo, v. 13, n. 2, p. 262-283, 20 abr. 2020. FREIRE, Paulo. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1967. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro/São Paulo: Paz e Terra, 2018. GENNEP, Arnold van. Os Ritos de passagem: estudo sistemático dos ritos da porta e da soleira, da hospitalidade, da adoção, gravidez e parto, nascimento, infância, puberdade, iniciação, coroação, noivado, casamento, funerais, estações, etc.. Petrópolis: Vozes, 1977. GOMES, Nilma Lino. Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural. Revista Brasileira de Educação, n. 21, Set/Out/Nov/Dez 2002, p. 40-51. GOMES, Nilma Lino; LABORNE, Ana Amélia de Paula. Pedagogia da crueldade: racismo e extermínio da juventude negra. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 34, p. 1-26, 2018. GRUSKIN, S.; Yadav, V.; Castellanos-Usigli, A.; Khizanishvili, G.; Kismödi, E. Sexual health, sexual rights and sexual pleasure: meaningfully engaging the perfect triangle, Sexual and Reproductive Health Matters, 27:1, 29-40, 2019. GUIMARÃES, Jamile Silva. Bullying como forma de sociabilidade juvenil: um estudo sobre práticas interacionais entre meninas na construção de identidades de gênero [tese]. Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2017. GUSMÃO, Neusa Maria Mendes de. Antropologia e educação: um campo e muitos caminhos. Linhas Críticas, Brasília, DF, v.21, n.44, p. 19-37, jan./abr. 2015. HALBERSTAM, Jack. El arte queer del fracaso. Madrid: Egales, 2018. HEILBORN, Maria Luiza; AQUINO, Estela M. L.; BOZON, Michel; KNAUTH, Daniela Riva (orgs). O aprendizado da sexualidade: reprodução e trajetórias sociais de jovens brasileiros. Rio de Janeiro: Garamond e Fiocruz, 2006. INGOLD, Tim. Antropologia e/como educação. Rio de Janeiro: Vozes, 2020. INGOLD, Tim. O dédalo e o labirinto: caminhar, imaginar e educar a atenção. Horizontes Antropológicos [online]. 2015, v. 21, n. 44, pp. 21-36. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-71832015000200002 JUNQUEIRA, Rogério Diniz. “A homofobia não é um problema. Aqui não há gays nem lésbicas!” - estratégias discursivas e estados de negação da discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nas escolas. Rev. Psic. UNESP, vol. 9, n. 1, p. 123-139, 2010. JUNQUEIRA, Rogério Diniz. Homofobia nas Escolas: um problema de todos. In: JUNQUEIRA, Rogério Diniz (org). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2009, p. 13. 51. KILOMBA, Grada. Memórias da plantação: episódios de racismo cotidiano. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019. LAHIRE, Bernard. Sucesso escolar nos meios populares: as razões do improvável. São Paulo: Ática, 2004. LAHIRE, Bernard; VINCENT, Guy; THIN, Daniel. Sobre a história e a teoria da forma escolar. Belo Horizonte: Educação em Revista, n.33 Junho 2001. p 07-47. LE BRETON, David. Escarificações na adolescência: uma abordagem antropológica. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 16, n. 33, p. 25-40, jan./jun. 2010. LEITE, Vanessa Jorge. A captura das crianças e dos adolescentes: refletindo sobre controvérsias públicas envolvendo gênero e sexualidade nas políticas de educação. LOURO, Guacira Lopes. Pedagogias da sexualidade. In: LOURO, Guacira Lopes. O Corpo Educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, p. 7-34, 2003. LOURO, Guacira Lopes. Um corpo estranho: ensaios sobre sexualidade e teoria queer. Belo Horizonte: Autêntica, 2004. MALINOWSKI, Bronislaw. Uma teoria científica da cultura. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1970. MANNHEIM, K. O problema sociológico das gerações. In: FORACHI, M. Mannheim. São Paulo: Ática, 1982. MCCLINTOCK. Anne. Couro Imperial. Campinas: Editora Unicamp, 2010. MEAD, Margaret. Sexo e Temperamento. São Paulo, Ed. Perspectiva, 1999. MELUCCI, Alberto. Juventude, tempo e movimentos sociais, Revista Brasileira de Educação, n. 5, 1997, p. 5-14. OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. (2018) “Trejeitos e trajetos de gayzinhos afeminados. Viadinhos e bichinhas pretas na educação!”. Revista Periódicus. vol. 1, n.9., maio.-out. 2018, p. 161-191. PAIVA, Vera; ANTUNES, Maria Cristina; SANCHEZ, Mauro Niskier. O direito à prevenção da Aids revisitado em tempos de retrocesso. Interface, 24, 2020. PATTO, Maria Helena Souza. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1999. PEREIRA, Alexandre Barbosa. “A Maior Zoeira” na Escola: experiências juvenis na periferia de São Paulo. São Paulo: Editora Unifesp, 2016. PEREIRA, Alexandre Barbosa. Do controverso “chão da escola” às controvérsias da etnografia: aproximações entre Antropologia e Educação. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 23, n. 49, 149-176, 2017. PRECIADO, Beatriz. “Quem defende a criança queer?”. Jangada, n. 1, Vicosa – MG, jan-jun 2013, p. 96-99. PROFÍRIO, Ana. É inclusão com exclusão? Sobre os entrecruzamentos de gênero, raça e sexualidade no espaço escolar. CAMPOS. V.22 N.1 P. 92-110 JAN.JUN. 2021. RANCIÈRE, Jacques. Escola, produção, igualdade. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 29, n. 3, p. 669–686, 2018. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8656449 RUBIN, Gayle. Políticas do sexo. São Paulo: Ubu Editora, 2017. SCHWEIG, Graziele Ramos. A etnografia como modo de ensinar e aprender na escola. SEFFNER, Fernando. Sigam-me os bons: apuros e aflições nos enfrentamentos ao regime da heteronormatividade no espaço escolar. Educ. Pesqui., São Paulo, v. 39, n. 1, p. 145-159, jan./mar. 2013. SILVA, Cristiane Gonçalves da. Encontros nos territórios: escola, tecnologias juvenis e gênero. Cadernos de Pesquisa, São Paulo, v. 49, n. 171, p. 180-202, jan./mar. 2019. STRATHERN, Marilyn. O efeito etnográfico. São Paulo: Ubu, 2017. |
||||
| Carga Horária: |
12 horas |
||||
| Tipo: | Obrigatória | ||||
| Vagas oferecidas: | 80 | ||||
| Ministrantes: |
Higor Breno Cagnoni Silva Sasha Cruz Alves Pereira |
|
Créditos © 1999 - 2026 - Superintendência de Tecnologia da Informação/USP |